segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

La, la, la, je ne l'ose dire

Hardcore Renascentista!

La, la, la, je ne l'ose dire, (La, la, la, eu não ouso dizer,)
La, la, la, je le vous dirai! (La, la, la, eu vos direi!)

Il est un homme en nos villes (Ele é um homem da nossa cidade)
Qui de sa femme est jaloux. (Que está ciumento da sua mulher.)
Il n'est pas jaloux sans cause, (Ele não é ciumento sem razão,)
Mais il est cocu du tout! (Mas ele é encornado por todos!)

Il l'apprête et s'il la mène
Au marché s'en va à tout!
Enfin, las de ce supplice,
le pauvre homme se pendit.

Mais sa femme par malice
Chez Lucifer le suivit!
La morale de cette histoire
C'est qu'avant de se marier
Il faut savoir le jour-même
Que c'est pour l'éternité.

E diziam que no século XVI as pessoas eram mais reservadas....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

La vie

A vida é uma inutilidade do ser, que só depois de estar a brincar na terra, é que vai trabalhar realmente para o céu.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Siegfried

Tendo em conta que estava um milhão de euros diponível para esta produção, Graham Vick não se popou a esforços (que decerto não foram dele) e voltou a transformar o S. Carlos.

Esta encenação deixa muito a desejar, tendo em consideração as duas anteriores, principalmente o Rheingold, que causaram um misto de surpresa e satisfação. O grande problema, penso eu, é que ao voltar a trocar a plateia com o palco, Vick repete-se, não causando assim o efeito desejado aquando da estreia do Ouro, e da Valquíria, possivelmente.

O primeiro acto passa-se inteiramente dentro de uma "gaiola", que serve de quartos, forja e cozinha. Com um palco 5 vezes maior que a gaiola, não se justifica utilizar apenas aquela parte.

Seguido de um intervalo de meia hora, passamos ao segundo acto. Eu, que tinha ido comer uma empada e beber um chá, nao estive no teatro nessa altura, mas qual foi a minha surpresa quando no palco me deparei com um pântano gigante que se estendia desde a plateia, passando por todas as frizas até ao fosso da orquestra. E foi aí que nos encontramos na floresta e na caverna do dragão, que era um tubo de esgoto enorme. A cena dos murmúrios da floresta foi, talvez, o ponto alto da produção. No decorrer no discurso de Siegfried, dezenas de figurantes entraram nos camarotes e balcões com varas que tinham pequenos pássaos brancos nas suas pontas e que agitaram durante uns dez minutos sobre as nossas cabeças, fazendo um efeito espectacular pelo teatro.

O terceiro acto foi paupérrimo em termos cénicos, pois só apresentava uma poltrona, e uma cavidade que era onde Brünnhilde dormia. No final os amantes montaram uma tenda onde acabaram por ficar no final da ópera.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Siegfried

Teatro Nacional de São Carlos
Siegfried
Richard Wagner
12 de Outubro
16.00 horas
É certo que fui mais que alertado para este Siegfried, mas quis ir ver com os meus próprios olhos...
A disposição da sala já me era familiar, visto que testemunhara anteriormente o prólogo e a primeira jornada do Ring.
Não é fácil criticar este Siegfried, visto que um mês antes presenciei em Bayreuth um Ring em todas as formas, superior.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tons da Noite

Caminho com a minha pasta,
À luz dos candeeiros do Bairro Alto
E percebo que afinal nao vejo luz,
Pois a minha vida já a apagou toda.
Ao longo dela a luz foi-se estinguindo,
Devido às mentiras que transporto na pasta.

A pasta da minha vida,
Que carreta toda a mentira,
Que serve como testemunho à verdade
Que não foi cumprida.
E sempre que dou um passo na luz,
Fico na penumbra.

O Chiado dorme,
O São Carlos cala-se,
O Pessoa morre,
E toda a Baixa se apaga
Ao ver passar-me com a pasta.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A um Zelador dos Mijadeiros

O incauto saloio, o venal gallego
Espreitas esfaimado atraz da esquina,
Armado de catana serpentina
Vermelho como um paio de Lamego.
Tão ufano estás com teu sujo emprego,
Que pareces uma ave de rapina,
Prendendo a trouxe mocho quem urina
Com a velha chibança d'um morcêgo.
Não sejas papelão, pesa as razões,
Olha que se a fortuna não sorri,
Falta o mijo e adeus os dez tostões!
Por isso vou um conselho dar-te aqui:
É que respeites todos os mijões
Em quanto mijando forem p'ra ti.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Requiem aeternam

(Um pouco de bem-aventurança e de alerta circunscritivo aos que, ainda, andam por cá.)


I. “Humanidades”

Jesus foi filho de carpinteiro
E de doméstica, impoluta
Do Tempo tingido num tinteiro.

Depois, morreu na cruz do absurdo
Da humanidade dissoluta
A pretender-se corpo inteiro.

Ele nasceu pobre e ao surdo
Doou a palavra benfazeja,
Porventura tumular,
Com o poder de calar
Os doutores da Sua Igreja.

II. “Decálogo”

Jesus foi filho de carpinteiro
E de doméstica, impoluta
Do Tempo urdido num tinteiro.

Depois, morreu na cruz do absurdo
Da humanidade dissoluta
A pretender-se corpo inteiro.

Ele nasceu pobre e ao surdo
Doou a palavra benfazeja
E o sal do mar, a poder calar
Os doutores da Sua Igreja.

III. “Ad hominem”
(Na senda de “Invidia”, de George Steiner)

Jesus morreu na cruz,
Giordano BrunoCecco D’Ascoli
E tantos, tantos outros,
Arderam na fogueira
Da sede de Ser
Fogo e não fagulha,
Muito menos poeira.

Do primeiro, fez-se luz
E sombras a desbravar
O brilho nos outros rasteiro.

Dos outros, a má sorte
Que lhes coube da vida
E ao primeiro não se deu
A seguir à sua morte.

Eis os factos a encimar
As colunas do quotidiano
Da Besta em nós
Escondida e conseguida
Nas mentes a maleita
Da eternidade
Tão baça e diminuída
Pelas lentes próprias
Da formiga
Em si resumida
Ao carreiro e à colheita.

Tudo isto a ser dito
No medo de se acabar
O nosso cego apego
Às histórias de encantar.

IV. “Quo Vadis”

Ao longo do abismo
Que fulge do chão
E não tem fim
O DESESPERO
Em carne viva
Da presa que corre
À frente das presas
DO PREDADOR
Em nós implacável
O cego encalço
Nos restos, nos ossos,
DA COMPAIXÃO
Em si esgotada
Nas escarpas do ego
A não valer nada
A REMISSÃO.

V. “Epílogo”
(O poeta é um fingidor...)

Para onde vais?
De onde vens?
Do fundo dos tempos
À luz das estrelas
Hirto hás-de arfar
Deante do vácuo
De orelhas alçadas
E o rabo a abanar
Como os cães.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Folie

"Je suis la Folie qui vient dérriber la lire d'Appolon."

Já dizia Rameau na sua obra "Platée" e tinha razão. A loucura tem-se apoderado de tudo e de todos de tal modo que o mundo está irreconhecível aos olhos dos que habitaram nele há 20 anos. Mesmo hoje deu-se o maior CRASH da bolsa nova-iorquina desde 2005, devido ao aumento do custo do petróleo. Todo o mundo foi afectado com este acontecimento e em Portugal foi-nos dito pelo Exmo. Sr Ministro das Finanças que iremos atravessar uma fase dramática na economia portuguesa...
Que seja o que Deus quiser.
Amen

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Raid

Amanhã já é o raid! Agradeço desde já a minha equipa: Mariana Mendes, Rita Mendes e Miguel Gonçalves. E que seja o que deus quiser...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Raid

Desde já , estão todos convidados para assistirem ao raid no dia 27 de Setembro no Centro Hípico de S. Bráz. Podem e devem ir, pois aparecerá um exímio cavaleiro nesta árdua prova: EU!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Começo

Olá a todos. Hoje começo o blog "Tu drogas-te ou quê, PÁ", criado com o objectivo de expor a actualidade, o meu dia-a-dia, a crítica, o país...