Quis Deus nosso entregar,
A terra de tais gentios,
Glória altiva de aquém-mar
Quando se tornaram pios.
Com um gesto corajoso
Derribaram infiéis.
Nobre e possante povo
Que expulsou todos os beis.
Oh cidade raiana,
Senhora do Alentejo,
Mostrai-vos lusitana,
Que a nação não a vejo!
Diz aos hermanos espanhóis
Que Olivença ainda é nossa.
E hão-de passar muitos sóis
Até se fazer a roça.
domingo, 30 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Stultorum infinitus est numerus
A trote!
Veja a lebre acolá!
Tac-tac-tac…
Mas depois acabou a caçada.
Bem, quando o possante D. Júlio de Saveedra Portocarrero y Montez desceu do cavalo, disse muito indignado: “O frio assustou as lebres”.
De tão estúpida que era a afirmação, nasceu uma anedota que passou a ser contada entre homens da lavoura.
E depois foram almoçar.
Não me macem!
(Stultorum infinitus est numerus - e eu sou um deles!)
Veja a lebre acolá!
Tac-tac-tac…
Mas depois acabou a caçada.
Bem, quando o possante D. Júlio de Saveedra Portocarrero y Montez desceu do cavalo, disse muito indignado: “O frio assustou as lebres”.
De tão estúpida que era a afirmação, nasceu uma anedota que passou a ser contada entre homens da lavoura.
E depois foram almoçar.
Não me macem!
(Stultorum infinitus est numerus - e eu sou um deles!)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Violação Sexual de Filósofos:
O Jean-Jacques Rosseau em mim e disse:
"Alexis, Toque na pille"
e eu respondi:
..."Não quero! Ijáiah para Berlin,
Não me Hobbes?"
ele disse:
Benjamim, sê Constant. Eu até Kant para ti!"
e eu respondi:
"Só se me deres Mill euros, John Stuart!"
ele furioso disse para o amigo:
"Aris, tróte neles!"
e então eu vi a Anne com Har endtre as pernas.
Mas assustei-me e fui Locke embora.
"Alexis, Toque na pille"
e eu respondi:
..."Não quero! Ijáiah para Berlin,
Não me Hobbes?"
ele disse:
Benjamim, sê Constant. Eu até Kant para ti!"
e eu respondi:
"Só se me deres Mill euros, John Stuart!"
ele furioso disse para o amigo:
"Aris, tróte neles!"
e então eu vi a Anne com Har endtre as pernas.
Mas assustei-me e fui Locke embora.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Heitor Goldschimdt
Heitor passeava na rua. Ah, o que ele andava durante a noite. Não sabem o prazer nostálgico de nada ter acontecido ainda?
Pois bem, era o que ele sentia.
Heitor passeava todas as noites pelas ruas mudas da pequena cidade em que morava. E ao andar via os candeeiros iluminarem os rasgos de parede que eram visíveis. Também via as poças de água pelo chão que se pareciam muito com prata.
Heitor adorava estes passeios em que nada ouvia nem algo dizia. Apenas o eco dos passos e as gostas que pingavam dos telhados atormentavam-lhe a memória.
E ele passeava e passeava, muito como se não mais quisesse dormir. Ah, como era triste e belo ver-lhe a figura, só e acompanhado de si, vagueava pela cidade. E muito mais de interesse não havia, pois que divertido tem isto?
Heitor era solteiro há 48 anos e escrevia o que lhe vinha à caneta para o jornal local. E era assim que vivia.
Também gostava de passar as tardes frias de Novembro, quando não chovia, na esplanada do Clube Hércules, que ficava na praça principal. E lá escrevia, pensava e fumava muito.
Tinha alguns amigos, entre parentes afastados e o Barão de Pedralva. Gostava muito de jogar bridge e de montar uma égua ruça que tinha na quinta do Barão.
De facto, Heitor não era muito invulgar, nem tinha alguma coisa que o destacasse dos restantes parvos daquela região. Mas tinha a sua piada vê-lo sentado com um cigarro ao canto da boa, de boné de tweed e botins, escrevendo mal sobre esta evasão fiscal ou aquela falcatrua do presidente da câmara.
Heitor era pessoa por nascimento e parvo por mérito. Heitor era fútil por influência e dedicado por pena alheia.
Heitor era parvo e pronto.
Pois bem, era o que ele sentia.
Heitor passeava todas as noites pelas ruas mudas da pequena cidade em que morava. E ao andar via os candeeiros iluminarem os rasgos de parede que eram visíveis. Também via as poças de água pelo chão que se pareciam muito com prata.
Heitor adorava estes passeios em que nada ouvia nem algo dizia. Apenas o eco dos passos e as gostas que pingavam dos telhados atormentavam-lhe a memória.
E ele passeava e passeava, muito como se não mais quisesse dormir. Ah, como era triste e belo ver-lhe a figura, só e acompanhado de si, vagueava pela cidade. E muito mais de interesse não havia, pois que divertido tem isto?
Heitor era solteiro há 48 anos e escrevia o que lhe vinha à caneta para o jornal local. E era assim que vivia.
Também gostava de passar as tardes frias de Novembro, quando não chovia, na esplanada do Clube Hércules, que ficava na praça principal. E lá escrevia, pensava e fumava muito.
Tinha alguns amigos, entre parentes afastados e o Barão de Pedralva. Gostava muito de jogar bridge e de montar uma égua ruça que tinha na quinta do Barão.
De facto, Heitor não era muito invulgar, nem tinha alguma coisa que o destacasse dos restantes parvos daquela região. Mas tinha a sua piada vê-lo sentado com um cigarro ao canto da boa, de boné de tweed e botins, escrevendo mal sobre esta evasão fiscal ou aquela falcatrua do presidente da câmara.
Heitor era pessoa por nascimento e parvo por mérito. Heitor era fútil por influência e dedicado por pena alheia.
Heitor era parvo e pronto.
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