“De todas as formas imperfeitas de governo, a mais perfeita é a democracia” – já dizia Churchill.
Será? Será a democracia a forma mais perfeita até agora descoberta de governo? Não creio. Concordaria até certo ponto se nos referíssemos à democracia clássica, à democracia da Grécia Antiga. Mas no que toca à actualidade, a democracia apresenta várias falhas. E quais são? - perguntar-me-ão. Bem, a falha mais importante compreende exactamente a diferença entre a democracia antiga e a nova. A falha reside no facto de todos, incluindo o povo, poderem governar, ou seja, de todos terem supremacia sobre os seus líderes.
Isto origina a ideia que todos, tanto governadores como governados, são iguais em direitos, possibilidades e acessos. Bem sei que esta ideia pode chocar a maioria, mas, para a fundamentar, tomemos como exemplo as teorias comunistas de Karl Marx e as suas aplicações nos governos que o desejaram.
A teoria comunista afirma que o poder deve ser instaurado por actos revolucionários. Após essa revolução, o secretário-geral do partido assume o poder por algum tempo e quando tudo estiver estabilizado, sairá do poder regressando às condições homogéneas de toda a população. Pois agora pergunto-vos, acreditais que o dito secretário-geral irá de livre vontade juntar-se à plebe? Não, e sabeis porquê? Porque ele é um ser humano, e o ser humano tem necessidade de ter sempre mais, de ser ganancioso, de superar o próximo, de ser o melhor. Portanto é impossível, ou muito pouco provável, que alguém deseje voltar a ser o que era antes de ter ascendido a um nível melhor.
Assim, o comunismo levado à letra seria uma forma de governo genial se não fosse aplicado no ser humano nem noutros seres vivos que vivessem em sociedade, e sim em seres que não vivessem de forma hierarquizada.
Agora centremo-nos em todos os países que optaram o comunismo como forma de governo. Todos os líderes, Lenine, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mao Tsé-Tung, subiram ao poder e nunca mais desceram, exceptuando óbito ou maleitas de outra espécie.
Claro que os líderes comunistas foram e são criticados pelas suas acções quase ditatoriais, mas não faríamos nós o mesmo se estivéssemos no poder? Quanto mais se afastam os ideais políticos, mais se aproximam. É fácil cair numa ditadura fascista começando no comunismo. Por isso não digo que uma ou outra estão certas ou erradas; são sim, infelizmente, as formas mais simples, pragmáticas e eficazes que a Humanidade encontrou para governar.
Então, apesar de o comunismo não ser uma democracia exacta, se bem que “supostamente” a soberania resida na nação, este exemplo ilustra-nos que, por mais que queiramos, o ser humano não está preparado, nem nunca esteve ou estará, para viver em igualdade e comunhão. Todas as sociedades na natureza, desde as formigas às abelhas, passando pelos lobos, vivem de forma hierarquizada, estando sempre na chefia o mais forte, ou o mais apto e habilidoso, e os mais fracos constituindo a população, dividindo-se esta em soldados, colectores e por aí fora….
Portanto, se a natureza, que sempre foi perfeita e nunca cometeu erros, criou sociedades hierarquizadas, para quê tentar contrariá-la quando esse propósito nunca vai dar resultado?
Note-se também que o ser humano tem necessidade de viver numa liberdade condicionada, onde uma entidade superior o governe. Senão seria a anarquia, o caos, a libertinagem e a perda do respeito, do pudor, da vergonha e das normas da vida em sociedade. Já tivemos um exemplo concreto aquando o 25 de Abril, que criou um Portugal sem rumo, em decadência, em estagnação e em atraso.
Também, acerca da igualdade de direitos e oportunidades, é necessário discutir aquele disparate de querer transformar o país num território de licenciados, onde todos são doutores, engenheiros e médicos.
Querer estender a escolaridade obrigatória até ao 12º ano vai implicar que todas as pobres criaturas que vagueiam nas ruas, que se drogam ou que se prostituem, sejam obrigadas a frequentar a escola. E qual será o resultado? É termos um vadio com canudo em cada esquina? Não, não é. É sim termos alunos a vadiarem na escola, a prostituírem-se nas casas de banho, a drogarem-se nos intervalos, a passarem de ano por favor, a condicionarem a aprendizagem de quem está na escola por vontade própria e a arrastar esses mesmos para a sua má vida.
As pessoas - ou melhor - o governo, tem que entender que por muito idílico que seja termos uma população muito instruída, o que nunca acontecerá, é necessário que também existam outros empregos secundários, mas não menos importantes, como os varredores de rua, os canalizadores ou os homens do lixo.
Até ao século XIX, a sociedade assentava em várias ordens hierarquizadas. E nunca teve grandes problemas. Mas ao introduzirem a ideia de igualdade, as ordens mais baixas desejam ascender a posições mais meritórias. E quem vai, assim, varrer as ruas? Serão os futuros letrados? Não, será ninguém. E assim caminhamos lentamente para a degradação da sociedade, pois todos querem ser alguém e nenhum quer ser ninguém.
No tempo do senhor Adolf, a Alemanha funcionava, e porquê? Porque era governada por um só partido que geria toda a população. E toda a população, exceptuando os que eram queimados – e foi esse o grande erro dele, caso contrário teria sido um grande estadista – estava satisfeita, porque o partido nacionalista acreditava na potência do seu país.
Hoje em dia vemos tudo importado do estrangeiro e tudo o que cá se faz de melhor não encontra meios para se revelar, portanto é obrigado a ir para fora, onde não há preconceitos com a inovação, há mentes suficientemente abertas para receberem novidades e onde o governo investe consideravelmente mais nas actividades de ordem superior (cultura, ciência, tecnologia).
Agora, se fôssemos todos iguais, não poderíamos receber os benefícios destas actividades, pois ou não havia dinheiro paras as financiar, ou não havia alguém capaz de as realizar.
Passemos a um exemplo concreto. Richard Wagner, quando criou as suas óperas, não as idealizou para o povo, para um público leigo e sem preparação. Idealizou-as sim para uma elite intelectualmente superior que pudesse compreender em pleno o significado dessas espantosas obras. Este é um óptimo exemplo de que ao tentar tornar acessível ao vulgo e banal cidadão actividades de cariz mental superiores, com o propósito de não discriminar ninguém – ideia de “cultura para todos”, não só vai contra os princípios do criador, como também não se consegue o resultado pretendido, pois o típico burguês médio português assistirá à Valquíria e a meio do primeiro acto pensará que o que lhe apetecia mesmo era uma mini e uns tremoços no snack-bar “Dinis”, em vez de estar a aturar três horas de berros e uivos, sem perceber patavina do que se está a passar.
Concluindo assim, terá que haver sempre um fosse entre classes. Cabe-nos sim diminuí-lo ou acentuá-lo. Agora, é impossível robotizar toda a gente e esperar que todos façam o mesmo, pois nós somos humanos e não partilhamos todos as mesmas experiências de vida, de meio e de contactos, por isso não se pode esperar que todos tenham os mesmos direitos, deveres, ideologias e gostos. Somos seres humanos e basta!
Será? Será a democracia a forma mais perfeita até agora descoberta de governo? Não creio. Concordaria até certo ponto se nos referíssemos à democracia clássica, à democracia da Grécia Antiga. Mas no que toca à actualidade, a democracia apresenta várias falhas. E quais são? - perguntar-me-ão. Bem, a falha mais importante compreende exactamente a diferença entre a democracia antiga e a nova. A falha reside no facto de todos, incluindo o povo, poderem governar, ou seja, de todos terem supremacia sobre os seus líderes.
Isto origina a ideia que todos, tanto governadores como governados, são iguais em direitos, possibilidades e acessos. Bem sei que esta ideia pode chocar a maioria, mas, para a fundamentar, tomemos como exemplo as teorias comunistas de Karl Marx e as suas aplicações nos governos que o desejaram.
A teoria comunista afirma que o poder deve ser instaurado por actos revolucionários. Após essa revolução, o secretário-geral do partido assume o poder por algum tempo e quando tudo estiver estabilizado, sairá do poder regressando às condições homogéneas de toda a população. Pois agora pergunto-vos, acreditais que o dito secretário-geral irá de livre vontade juntar-se à plebe? Não, e sabeis porquê? Porque ele é um ser humano, e o ser humano tem necessidade de ter sempre mais, de ser ganancioso, de superar o próximo, de ser o melhor. Portanto é impossível, ou muito pouco provável, que alguém deseje voltar a ser o que era antes de ter ascendido a um nível melhor.
Assim, o comunismo levado à letra seria uma forma de governo genial se não fosse aplicado no ser humano nem noutros seres vivos que vivessem em sociedade, e sim em seres que não vivessem de forma hierarquizada.
Agora centremo-nos em todos os países que optaram o comunismo como forma de governo. Todos os líderes, Lenine, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mao Tsé-Tung, subiram ao poder e nunca mais desceram, exceptuando óbito ou maleitas de outra espécie.
Claro que os líderes comunistas foram e são criticados pelas suas acções quase ditatoriais, mas não faríamos nós o mesmo se estivéssemos no poder? Quanto mais se afastam os ideais políticos, mais se aproximam. É fácil cair numa ditadura fascista começando no comunismo. Por isso não digo que uma ou outra estão certas ou erradas; são sim, infelizmente, as formas mais simples, pragmáticas e eficazes que a Humanidade encontrou para governar.
Então, apesar de o comunismo não ser uma democracia exacta, se bem que “supostamente” a soberania resida na nação, este exemplo ilustra-nos que, por mais que queiramos, o ser humano não está preparado, nem nunca esteve ou estará, para viver em igualdade e comunhão. Todas as sociedades na natureza, desde as formigas às abelhas, passando pelos lobos, vivem de forma hierarquizada, estando sempre na chefia o mais forte, ou o mais apto e habilidoso, e os mais fracos constituindo a população, dividindo-se esta em soldados, colectores e por aí fora….
Portanto, se a natureza, que sempre foi perfeita e nunca cometeu erros, criou sociedades hierarquizadas, para quê tentar contrariá-la quando esse propósito nunca vai dar resultado?
Note-se também que o ser humano tem necessidade de viver numa liberdade condicionada, onde uma entidade superior o governe. Senão seria a anarquia, o caos, a libertinagem e a perda do respeito, do pudor, da vergonha e das normas da vida em sociedade. Já tivemos um exemplo concreto aquando o 25 de Abril, que criou um Portugal sem rumo, em decadência, em estagnação e em atraso.
Também, acerca da igualdade de direitos e oportunidades, é necessário discutir aquele disparate de querer transformar o país num território de licenciados, onde todos são doutores, engenheiros e médicos.
Querer estender a escolaridade obrigatória até ao 12º ano vai implicar que todas as pobres criaturas que vagueiam nas ruas, que se drogam ou que se prostituem, sejam obrigadas a frequentar a escola. E qual será o resultado? É termos um vadio com canudo em cada esquina? Não, não é. É sim termos alunos a vadiarem na escola, a prostituírem-se nas casas de banho, a drogarem-se nos intervalos, a passarem de ano por favor, a condicionarem a aprendizagem de quem está na escola por vontade própria e a arrastar esses mesmos para a sua má vida.
As pessoas - ou melhor - o governo, tem que entender que por muito idílico que seja termos uma população muito instruída, o que nunca acontecerá, é necessário que também existam outros empregos secundários, mas não menos importantes, como os varredores de rua, os canalizadores ou os homens do lixo.
Até ao século XIX, a sociedade assentava em várias ordens hierarquizadas. E nunca teve grandes problemas. Mas ao introduzirem a ideia de igualdade, as ordens mais baixas desejam ascender a posições mais meritórias. E quem vai, assim, varrer as ruas? Serão os futuros letrados? Não, será ninguém. E assim caminhamos lentamente para a degradação da sociedade, pois todos querem ser alguém e nenhum quer ser ninguém.
No tempo do senhor Adolf, a Alemanha funcionava, e porquê? Porque era governada por um só partido que geria toda a população. E toda a população, exceptuando os que eram queimados – e foi esse o grande erro dele, caso contrário teria sido um grande estadista – estava satisfeita, porque o partido nacionalista acreditava na potência do seu país.
Hoje em dia vemos tudo importado do estrangeiro e tudo o que cá se faz de melhor não encontra meios para se revelar, portanto é obrigado a ir para fora, onde não há preconceitos com a inovação, há mentes suficientemente abertas para receberem novidades e onde o governo investe consideravelmente mais nas actividades de ordem superior (cultura, ciência, tecnologia).
Agora, se fôssemos todos iguais, não poderíamos receber os benefícios destas actividades, pois ou não havia dinheiro paras as financiar, ou não havia alguém capaz de as realizar.
Passemos a um exemplo concreto. Richard Wagner, quando criou as suas óperas, não as idealizou para o povo, para um público leigo e sem preparação. Idealizou-as sim para uma elite intelectualmente superior que pudesse compreender em pleno o significado dessas espantosas obras. Este é um óptimo exemplo de que ao tentar tornar acessível ao vulgo e banal cidadão actividades de cariz mental superiores, com o propósito de não discriminar ninguém – ideia de “cultura para todos”, não só vai contra os princípios do criador, como também não se consegue o resultado pretendido, pois o típico burguês médio português assistirá à Valquíria e a meio do primeiro acto pensará que o que lhe apetecia mesmo era uma mini e uns tremoços no snack-bar “Dinis”, em vez de estar a aturar três horas de berros e uivos, sem perceber patavina do que se está a passar.
Concluindo assim, terá que haver sempre um fosse entre classes. Cabe-nos sim diminuí-lo ou acentuá-lo. Agora, é impossível robotizar toda a gente e esperar que todos façam o mesmo, pois nós somos humanos e não partilhamos todos as mesmas experiências de vida, de meio e de contactos, por isso não se pode esperar que todos tenham os mesmos direitos, deveres, ideologias e gostos. Somos seres humanos e basta!