O que mais nos interessava era o Campo. Mas não o campo lavrado, alentejano e tolo, esse era bonito, sem dúvida; mas nós queríamos o campo que só em sonhos, em contos de fadas ou na colina do Castelo de Neuchwanstein existia. E aí víamos Lohengrin transformar-se em cisne e Elsa chorar. Víamos Isolda deitada sobre o corpo imóvel e ausente de Tristão. Víamos as orgias de Luís II da Baviera com os seus lacaios e víamos Wagner. Muito Wagner víamos nós nessas ilusões.
E sentíamos na pele, ou à flor dela, o comovente desenlace que qualquer sonho de romantismo fizesse.
Não, não! Nós não queríamos uma coisa pirosa, nada de fútil ou superficial. Nós queríamos paixão desmesurada, vontade libidinal. Nós queríamos ver o Reno! ou La Mer…
Queríamos a vaga, a onda, a loucura. Queríamos chorar por tão bela visão. Queríamos imolar-nos ali.
Acontece sempre isto: acaba a época de caça e dá-nos para nostalgia e sentimentalismos que, não querendo, são pirosos à mesma.
Voltem as lebres rapidamente!
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